La Fortuna é uma pequena cidade e o coração pulsante da Costa Rica.
Conhecida mundialmente pelo
imponente Vulcão Arenal, esta vila é um paraíso de florestas
tropicais, águas termais e uma biodiversidade que nos deixa de boca aberta.
Em 1968,
o vulcão entrou em erupção matando 87 pessoas e destruindo 3 pequenas vilas. La
Fortuna ficou intacta, daí o nome que os locais lhe passaram a dar.
No papel, o plano era ver o cone perfeito do vulcão; na realidade, a neblina e a chuva decidiram ser as protagonistas. Mas sabem que mais? La Fortuna valeu a pena de qualquer forma.
Tópicos deste Post:
- Dia 1: Chegada ao Alojamento
- Dia 2: O Spa Natural de Choyin e a
cidade de La Fortuna
- Dia 3: Um mergulho na pura vida
Depois de andarmos 4 dias por Manuel António e arredores (Ver post anterior), andámos 4h30 para chegar a La Fortuna.
Chegámos ao nosso alojamento já ao fim do dia - uma cabana rústica isolada no meio da vegetação. Acordar ali é uma experiência especial: ouvimos pássaros exóticos e vimos animais que, para nós em Portugal, parecem saídos de um documentário ou jardim zoológico, como preguiças, macacos, Quati, Mutum e tucanos coloridos.
Dia 2: O Spa Natural de Choyin e a
cidade de La Fortuna
No segundo dia, o Vulcão Arenal estava escondido entre as nuvens, por isso
decidimos ignorar a meteorologia e fomos ao Rio Choyin. Este rio é aquecido naturalmente pela atividade
vulcânica e o melhor: é de acesso livre.
A temperatura da água é
maravilhosa, próxima dos 30 graus. É uma banheira de água corrente ótima
para relaxar.
Passámos 3 horas inesquecíveis mergulhados
naquelas águas quentes, no meio da selva, enquanto a chuva caía. É uma sensação
terapêutica e única e foi para mim dos momentos favoritos da viagem.
No fim das contas, La Fortuna é muito mais do que a vista do vulcão; é a experiência de estarmos mergulhados no meio da natureza.
Nota: Quando chegámos a este rio pediram-nos cerca de 4€ para estacionar o carro, mas como dissemos que íamos só ver o rio, escapámos a este pagamento!
Depois
de estarmos muito relaxados e já na hora do almoço, explorámos o centro da
cidade que tem pouco para ver. A vila vive para o turismo e tem o ritmo
pausado da Costa Rica.
Como o
céu estava completamente fechado e o vulcão Arenal — que deveria dominar o
horizonte — estava totalmente invisível, o nosso passeio pela vila foi
descontraído e sem pressas aproveitando para entrar nas
várias lojas de lembranças. .
Caminhámos pela praça central, onde visitámos a igreja que fica mesmo em frente ao parque.
O ponto alto na cidade/vila foi mesmo a paragem para comer. Sentámo-nos num restaurante local e pedimos um Casado. É o prato perfeito para quem quer comida de verdade: arroz, feijão, salada, banana frita e uma proteína. Simples, farto e delicioso. Conforto puro para um dia chuvoso!
Rio el Choyin
Dia 3: Mergulho na Pura Vida
No terceiro dia em La Fortuna fomos ao El Salto.
É um ponto do rio frequentado pelos locais, com uma corda para saltar para a água. Mesmo sem sol, o espírito da aventura continuava o mesmo.
Como a chuva não dava tréguas para trilhos de montanha e o vulcão continuava invisível, decidimos rumar em direção ao próximo destino que era Puerto Viejo.


Curiosidades sobre Costa Rica:
- País sem exército: Não tem exército desde 1948. O orçamento que seria destinado ao exército é investido em educação, saúde e proteção ambiental.
- Natureza e paz: A Costa Rica é conhecida mundialmente pela sua natureza exuberante e pela paz social.
- Capital Mundial da Felicidade: É considerado um dos países mais felizes e sustentáveis do mundo, devido ao bem-estar da população e à pegada ecológica reduzida.
- Biodiversidade incrível: Apesar de ocupar apenas 0,03% da superfície terrestre, a Costa Rica tem cerca de 5% da biodiversidade global
- "Pura Vida": Esta é a expressão nacional. Representa a filosofia de vida relaxada e a valorização da simplicidade.
- Território Protegido: Cerca de 25% do território nacional é composto por parques nacionais, reservas de vida selvagem e áreas de preservação florestal.
- Energia Renovável: O país é um líder global em sustentabilidade, com mais de 99% da sua eletricidade proveniente de fontes renováveis (hidroelétrica, eólica, geotérmica e solar).
- Paraíso das Borboletas: Possui uma das maiores variedades de Borboletas do planeta (Mais de 1200).
- Anel de Fogo: Tem mais de 6 vulcões ativos e dezenas de adormecidos. O vulcão Arenal é um dos mais famosos e visitados.
- Zoológicos sem Jaulas: Não querem jardins zoológicos com animais em jaulas.
- O "Casado": É prato mais tradicional do país que inclui arroz, feijão, proteína, salada e banana frita.
Dicas e gastos
Melhor época para visitar – A melhor época para visitar a Costa Rica é de dezembro a abril, quando o clima está seco e ensolarado, ideal para praias e atividades ao ar livre. A região do Caribe brilha mais em setembro e outubro, com seus dias mais secos e ensolarados do ano.
Alimentação - O Casado nos restaurantes Soda é a melhor aposta: barato, nutritivo e em todo o lado. É o prato nacional e o mais tradicional na Costa Rica. É o "casamento" de diversos ingredientes que formam uma refeição completa e que inclui sempre, arroz, feijão banana e peixe ou carne! Comemos sempre por cerca de 7-8€/pessoa.
Bebidas - A água na Costa Rica é bastante cara porque na maior parte do país a água da torneira fornecida é potável. Como não há uma necessidade vital de comprar água engarrafada, o produto é tratado como um item de conveniência ou luxo, focado em turistas.
Os laticínios são dos items mais caros do país e com muito pouca oferta apesar de vermos muitas vacas! Estes preços altos resultam do monopólio da Dos Pinos e do protecionismo estatal. Com taxas de importação elevadas e custos de produção locais, a falta de concorrência inflaciona o mercado interno.
Alojamentos – Durante a viagem pela Costa Rica reservámos várias casas pelo airbnb, que nos custaram em média 70€/noite.
Internet – Comprámos a Nomad por 24,56€ por 10 dias, mas tivemos alguma dificuldade em pôr logo a trabalhar.
Pagamentos – Na Costa Rica, a moeda oficial é o Colón Costa-riquenho (CRC), mas o Dólar Americano (USD) é amplamente aceite em quase todo o lado. Para pequenas compras em "sodas" (restaurantes locais), é preferível ter Colones.
Existem muitas ATMs que permitem levantar ambas as moedas. Tal como em outros destinos, há taxas bancárias associadas, por isso o Revolut foi uma grande ajuda para minimizar os custos de conversão. No aeroporto a cotação não é a melhor, por isso trocámos apenas o mínimo necessário. A cotação média que encontrámos foi de 1€ = 534,40CRC.
Transporte - Alugámos um carro, mas por erro o aluguer foi com levantamento no aeroporto de San Jose (Califórnia) em vez de Costa Rica. Tivemos de alugar outro carro no dia da chegada o que agravou o custo da viagem em 1200€, ou seja 240€/pessoa. Ainda reclamei com o booking, pois o voucher deles tinha o erro grave de não ter o país, mas não aceitaram a reclamação!
Tomadas – As tomadas na Costa Rica são do tipo A e B (fichas planas, estilo americano), por isso os nossos carregadores portugueses não encaixam. É necessário levar um adaptador.
Roaming – É fundamental bloquear o roaming antes de aterrar. Na Costa Rica, os custos de dados móveis para cartões portugueses são altíssimos e podem resultar numa conta de centenas de euros em poucos minutos de distração.
Vacinas – Para portugueses não são obrigatórias vacinas específicas, a menos que venhas de um país com risco de febre amarela.
Visto – Cidadãos portugueses não precisam de visto para fins turísticos em estadias até 90 dias, bastando ter o passaporte com validade mínima de 6 meses.
Seguro – O seguro de viagem não é obrigatório, mas é sempre uma segurança. Fizemos o seguro na Heymondo que nos custou 48€/pessoa para 10 dias. Felizmente não precisámos de usar.
Parque aeroporto de Madrid– Fizemos a reserva do parque em Madrid na altura da compra dos voos através de comparadores como o Looking4Park. O valor ficou em cerca de 5€/dia.
Segurança – Sentimo-nos bastante seguros a explorar o país. O povo (Ticos) é extremamente acolhedor. Como em qualquer lugar, basta ter as precauções normais: não deixar objetos de valor à vista dentro do carro, especialmente perto das praias.
Irlanda: Dublin; Belfast
Islândia: Guia de Autocaravana; O melhor da Islândia
Itália: Milão; Florença; Veneza; Verona; Siena; Pisa; Roma; Puglia; Bari; Bolonha
Luxemburgo: Cidade de Luxemburgo
Malta: Cidades; Praias ; Comino
Montenegro: Roteiro
Países Baixos: Amesterdão
República Checa: Praga; Brno; Ceske Budejovice; Cesky Krumlov
Turquia: Istambul
ÁSIA:
Jordânia: Roteiro
Tailândia: Chiang Rai; Chiang Mai; Bangkok; Bangkok fora da cidade; Krabi; Phi Phi
ÁFRICA:
São Tomé: Roteiro; Ilhéu das Rolas
Marrocos: Marraquexe; Agafay; Marrocos praias; Rabat; Casablanca
AMÉRICA CENTRAL:
Cuba; Varadero; Costa Rica Manuel António
AMÉRICA SUL:
Brasil: Salvador da Bahia; Morro de São Paulo
Colômbia: Santa Marta; Cartagena das Índias; Bogotá; Ilha San Andrés
Se gosta de praia, então os seguintes posts podem ajudar a escolher:
Ilhas Baleares Espanholas: Palma de Maiorca; Ibiza; Formentera; Menorca
Ilhas Canárias Espanholas:
Gran Canaria - Roteiro de 3 dias * Barranco de las Vacas * Terror; Firgas; Arucas; Aguimes; Mogan; Las Palmas
Lanzarote - Parque Timanfaya; Roteiro de 3 dias
Tenerife - Santa Cruz; Garachico; Orotava; Puerto de la Cruz; La Laguna
Ilha Italiana: Sardenha
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