Kuala Lumpur é uma daquelas metrópoles asiáticas que surge frequentemente no topo dos roteiros pelo Sudeste Asiático, principalmente por causa das suas famosas Petronas Towers. Contudo, para além das Petronas, o resto da cidade não conseguiu manter o mesmo nível de fascínio.
As Batu Caves, impressionam logo à chegada pela monumental estátua dourada de Lord Murugan, a pela escadaria colorida. Contudo, a experiência de visita fica marcada por um forte contraste entre a grandeza cultural do espaço e o visível estado de desleixo, com falta de limpeza e manutenção tanto no percurso como nos templos interiores.
A subida das escadas leva-nos à gruta principal, onde aberturas naturais no teto em calcário iluminam o interior. No trajeto vemos dezenas de macacos curiosos o que exige atenção redobrada com sacos, comida, garrafas ou objetos expostos nas mãos, já que não têm medo de nós.
Para quem planeia visitar, é essencial ter em conta que é obrigatório levar os ombros e joelhos cobertos para subir a escadaria.
Chegar bem cedo ajuda a evitar as multidões e o calor, permitindo apreciar melhor este lugar e apesar dos pontos a melhorar na conservação, continua a ser um lugar impressionante de fé e natureza.
Depois de visitar a incrível Chinatown de Singapura, confesso que cheguei a Petaling Street com as expectativas muito altas e acabei por ficar um pouco desiludida. Enquanto Singapura destaca-se pela limpeza, organização e edifícios bem recuperados, a Chinatown de Kuala Lumpur é muito mais crua, confusa e virada para o comércio.
A azáfama de Petaling Street
O coração do bairro é a Jalan Petaling, a famosa rua coberta por um teto metálico e enfeitada com lanternas vermelhas. É um lugar barulhento e cheio de vida, dominado por bancas de comida de rua, lembranças e imitações de marcas.
A verdadeira surpresa desta zona está nos seus templos, a apenas alguns metros de distância.
Templo Guan Di
Um templo chinês de fachada vermelha viva, onde se sente um forte aroma a incenso.
A poucos metros de Chinatown e junto à Kasturi Walk, fica o histórico Mercado Central de Kuala Lumpur .
No interior, o mercado organizado e climatizado oferece um bom refúgio para fugir ao calor da rua. Por lá encontramos artesanato, recordações e pequenas galerias de arte, mantendo uma atmosfera muito mais tranquila e organizada do que a azáfama das ruas vizinhas.
A paragem para almoçar no food court foi uma boa oportunidade para provar mais uma vez a gastronomia local:
Nasi Lemak: O prato nacional malaio, composto por arroz cozinhado em leite de coco, servido com ovo frito, amendoins, pequenas anchovas, pepino e caril de carne.
Hainanese Chicken Rice: Arroz aromático acompanhado por frango assado e rodelas de pepino, servido com molhos tradicionais.
Para surpresa no final do passeio, a área envolvente revelou um detalhe inesperado: a Bartolo Lisboa Bakehouse, uma pastelaria/padaria de inspiração portuguesa que traz um pedaço dos sabores e aromas de Lisboa para o coração da Malásia.
KASTURI WALK
Logo ao lado do Central Market encontra-se a Kasturi Walk, um passeio pedonal coberto, marcado à entrada por uma enorme escultura do tradicional papagaio de papel malaio.
É uma rua, com edifícios de fachadas coloridas e grandes murais de arte urbana, com bancas de artesanato e recordações.
Por ser um trajeto curto e ao ar livre, funciona como uma transição entre o mercado coberto e as ruas circundantes de Chinatown.
A Jalan Alor é uma das ruas mais famosas de Kuala Lumpur, conhecida por mudar drasticamente de figura entre o dia e a noite. Decidimos vivenciá-la nos dois momentos, o que nos deu uma visão muito completa (e real) do local.
Quando a noite cai, a rua transforma-se num verdadeiro frenesim de luzes, aromas e multidões. As bancas de comida de rua sucedem-se com uma enorme variedade de espetadas, carne seca, batatas fritas em espiral, bolinhos ao vapor etc…
No entanto, o excesso de ruído, o movimento constante e a confusão instalada nas calçadas tornaram o ambiente demasiado cansativo para jantar. Preferimos não ficar no meio do caos e optámos por procurar um restaurante nas proximidades onde conseguimos desfrutar duma refeição com tranquilidade.
Regressámos na manhã seguinte para explorar o lado artístico da zona, quando o mercado noturno dá lugar às fachadas e aos becos decorados com street art. Sem o movimento da noite, é fácil caminhar e observar os murais gigantescos que retratam peixes tropicais, vegetação, passarinhos e cenários pintados no chão.
Ainda assim, esta visita matinal também ficou aquém do esperado. Embora as pinturas sejam coloridas e fotogénicas à primeira vista, de perto nota-se que estão mal estimadas e a precisar de manutenção, o que acabou por desiludir um pouco.
Melhor época para visitar A Malásia tem um clima tropical quente e húmido durante todo o ano, mas a melhor época depende da costa que vais visitar. Para a costa oeste (Kuala Lumpur, Penang e Langkawi), os meses mais secos são entre novembro e março. Para a costa este (ilhas Perhentian e Redang), a melhor janela é entre março e outubro, evitando a época de monções intensas.
Alimentação Comer na Malásia é barato e delicioso para o meu paladar. Os restaurantes de rua e praças de alimentação locais servem pratos onde conseguimos comer bem por cerca de 5€ por pessoa.
Bebidas e Supermercado A água da torneira não é recomendada para consumo, pelo que comprámos sempre água engarrafada, que é muito barata. O álcool é bastante caro devido às elevadas taxas sobre o consumo impostas no país.
Alojamento Durante a viagem pela Malásia, reservámos os alojamentos no Airbnb e Booking. Em média, os apartamentos com piscina no rooftop em Kuala Lumpur ou hotéis bem localizados custaram-nos cerca de 50€ por noite.
Internet e Dados Comprámos um cartão SIM físico da Hotlink (Maxis) diretamente no aeroporto de Kuala Lumpur à chegada. A cobertura de 100G é excelente e dá para a Malásia e Singapura. Quando passamos da Malásia para Singapura só temos de desligar o Roming.
Pagamentos e Moeda A moeda oficial é o Ringgit Malaio (MYR). Embora o pagamento com cartão seja bem aceite em hotéis e centros comerciais, o dinheiro físico é indispensável para mercados de rua, transportes e pequenos restaurantes. Usámos o cartão Revolut para levantar Ringgits diretamente nas caixas multibanco locais e fazer pagamentos, evitando as taxas abusivas de conversão.
Transporte Para deslocações nas cidades e trajetos curtos, a aplicação Grab (o Uber local) funciona incrivelmente bem e é super barata. Para viajar entre cidades, os comboios de alta velocidade (ETS) e autocarros de longa distância são confortáveis e económicos.
Tomadas Na Malásia são utilizadas tomadas do Tipo G (com três pinos retangulares, padrão britânico). É indispensável levar um adaptador universal de corrente.
Roaming É fundamental bloquear o roaming de dados antes de o avião aterrar. A Malásia não pertence à União Europeia, por isso os custos de dados móveis para cartões de operadoras portuguesas são extremamente elevados.
Vacinas Para cidadãos portugueses, não há vacinas obrigatórias para entrar na Malásia (exceto a da Febre Amarela se viajares de uma zona de risco).
Visto e Passaporte Os cidadãos portugueses estão isentos de visto para estadias de turismo até 90 dias. É obrigatório viajar com Passaporte com validade mínima de 6 meses a contar da data de entrada e preencher o formulário digital de chegada (Malaysia Digital Arrival Card - MDAC) nos 3 dias anteriores à viagem.
Seguro de Viagem O seguro de viagem não é obrigatório para entrar, mas viajar sem ele para a Ásia é um risco desnecessário. Fizemos o seguro com a Belt e recomendamos para cobrir eventuais despesas médicas ou imprevistos com voos.
Segurança Sentimo-nos extremamente seguros a explorar a Malásia. O povo malaio é incrivelmente acolhedor e prestável, e a maioria da população fala inglês. Aplicam-se apenas as precauções básicas habituais com os bens pessoais em zonas muito movimentadas.
Irlanda: Dublin; Belfast
Islândia: Guia de Autocaravana; O melhor da Islândia
Itália: Milão; Florença; Veneza; Verona; Siena; Pisa; Roma; Puglia; Bari; Bolonha
Luxemburgo: Cidade de Luxemburgo
Malta: Cidades; Praias ; Comino
Montenegro: Roteiro
Países Baixos: Amesterdão
República Checa: Praga; Brno; Ceske Budejovice; Cesky Krumlov
Turquia: Istambul; Ankara; Capadócia dia 1; Capadócia dia 2; Istambul dia 1; Istambul dia 2; Lago Tuz; Antalya;
ÁSIA:
Jordânia: Roteiro
Tailândia: Chiang Rai; Chiang Mai; Bangkok; Bangkok fora da cidade; Krabi; Phi Phi
Malásia: Port Dickson; Malaca;
ÁFRICA:
São Tomé: Roteiro; Ilhéu das Rolas
Marrocos: Marraquexe; Agafay; Marrocos praias; Rabat; Casablanca
AMÉRICA CENTRAL:
Costa Rica (La Fortuna); Costa Rica (Puerto Viejo)
AMÉRICA SUL:
Brasil: Salvador da Bahia; Morro de São Paulo
Colômbia: Santa Marta; Cartagena das Índias; Bogotá; Ilha San Andrés
Se gosta de praia, então os seguintes posts podem ajudar a escolher:
Ilhas Baleares Espanholas: Palma de Maiorca; Ibiza; Formentera; Menorca
Ilhas Canárias Espanholas:
Gran Canaria - Roteiro de 3 dias * Barranco de las Vacas * Terror; Firgas; Arucas; Aguimes; Mogan; Las Palmas
Lanzarote - Parque Timanfaya; Roteiro de 3 dias
Tenerife - Santa Cruz; Garachico; Orotava; Puerto de la Cruz; La Laguna
Ilha Italiana: Sardenha

























































































