Curiosidades sobre a Jordânia
A Jordânia é um país do Oriente Médio com capital em Amã e que possui uma diferença de três horas a mais que Portugal.
Está localizada numa das áreas mais conflituosas do mundo, mas sempre manteve uma posição conciliadora, fazendo fronteira com Iraque, Síria, Arábia Saudita e Israel.
O nome Petra vem da palavra grega 'petros', que significa
rochas. Embora também seja conhecida como Al-Batra em árabe, também é chamada
de 'Cidade Rosa' devido à cor das suas
rochas, que adquirem um tom rosa-avermelhado ao pôr do sol e ao nascer do sol.


Petra em 1985 foi declarada Património da Humanidade pela
UNESCO e em 2007, a cidade foi reconhecida como uma das 7 Maravilhas do Mundo.
As outras maravilhas escolhidas foram a cidade inca de Machu Picchu no Peru, o
Taj Mahal na Índia, o Coliseu Romano na Itália, Chichén Itzá no México, a
Grande Muralha da China e a estátua do Cristo Redentor no Brasil.


Os Nabateus (Povo beduíno que viveu nos desertos da Jordânia e que construiu Petra), sobreviveram num deserto sem água, porque foram sábios e construíram cisternas, represas e reservatórios, tornando a cidade no seu auge comercial, numa espécie de oásis para os viajantes cansados.
Outra curiosidade deste local é que o filme Indiana Jones e a última cruzada foi ali filmado.


O prato nacional da Jordânia é o mansaf, um prato de cordeiro cozido com
iogurte fermentado seco, servido com trigo ou arroz e coberto com pinhões. Há também quem sirva com batatas como foi a refeição que comi no deserto de Wadi Rum.
Tem um litoral muito estreito com
apenas 26km no Mar Vermelho. Se não fosse esta faixa, seria um país sem
litoral. Aqaba é a única cidade com porto no país.
Situa-se numa região desértica, apresentando clima árido e não possui
muitas áreas florestais e as florestas representam menos de 2% dos ecossistemas
do país, o que está muito abaixo da média internacional de 15%.
Por este motivo, o abastecimento de água tem-se tornado um problema no
país.
Segundo a ONU, a Jordânia é o 2º país com maior escassez de água
no mundo.
Num relatório da UNICEF publicado no ano passado, nas zonas urbanas, a água costuma estar disponível uma vez por semana
e menos de uma vez de 2 em 2 semanas nas zonas rurais, com uma frequência
reduzida durante o verão.
Os principais locais onde há água na Jordânia são o rio Jordão e o mar
Morto.
O Jordão é o maior rio da Jordânia e percorre 251km do seu território. Serve
como fronteira entre a Jordânia e Israel e entre a Jordânia e a Palestina.
Muitos eventos bíblicos, como o batismo de Jesus acontecerem neste rio.
O Mar Morto, tem esse nome devido à ausência quase total de vida na sua água por causa da grande concentração de sal. A alta salinidade do Mar Morto (quase dez vezes mais alta que o oceano) permite a flutuação de uma pessoa. O Mar Morto é o ponto mais baixo da Terra, encontrando-se a 430m abaixo do nível do Mar Mediterrâneo.
O país possui 10,2 milhões de habitantes, a maioria dos quais vive nas
cidades do oeste do país. Quase 85% da
população vive em áreas urbanas. Só Amã (a capital) tem uma população de cerca de 4 milhões
de pessoas.
A Jordânia é o único país árabe do Oriente Médio que não tem petróleo. É
dos países mais pobres do Médio Oriente, com uma economia que depende sobretudo do turismo.
A religião oficial da população do
país é a islâmica (97%), por isso as tradições e os costumes associam-se a esta
religião e 92% da população é muçulmana.
Uma das várias lembranças que podemos comprar na Jordânia são garrafas contendo desenhos feitos com areia colorida. A arte de produção artesanal de desenhos com areia colorida em garrafas chama-se, ciclogravura.
Como em todos os países muçulmanos, demonstrações de afeto em público, como
carícias, beijos e abraços, são sancionadas por lei. Embora a Jordânia seja um
país bastante tolerante, ainda é conservador, por isso os casais devem
ter cuidado para não serem muito afetuosos em público.


A língua da Jordânia é o árabe. Porém, o inglês é bastante usado nas
cidades.
Moeda: dinar jordaniano.
O país produz tomates, azeitonas, pepinos, pimentos, pêssegos, leite e carne
suína, mas é muito dependente da água para esta produção. A árvore mais comum
no país é a oliveira.
A tâmara é o fruto da
tamareira, típica dos climas secos e resistente, com muita maior tolerância ao
calor e à seca. A Jordânia é uma exportadora de tâmaras, fornece a fruta a mais de 15 países
A produção, que é de
30 mil toneladas por ano e os Emirados Árabes Unidos são o maior importador (21%), seguidos pelos sauditas. Pela Jordânia vimos muitas palmeiras com sacos cheios de tâmaras.
Este país recebe anualmente mais de 4 milhões de turistas o que torna a
sua economia muito dependente do turismo que representa 12% da sua receita.
Na Jordânia existe a monarquia, desempenhando o monarca a função de chefe de
Estado, e a sucessão ao poder acontece hereditariamente.

Uma interessante curiosidade da Jordânia está o fato dos partidos políticos
não poderem ser nomeados, com base na religião.
Na década de 1970, a Jordânia foi o primeiro país árabe a incluir mulheres
na polícia.
As mulheres jordanas têm muito mais liberdade do que em outros países vizinhos,
pois recebem uma educação completa, podem conduzir, podem envolver-se em
negócios e política e não é obrigatório que usem véu. Porém, os costumes jordanos continuam a incluir casamentos arranjados e a entrega do dote.
Wadi Rum é considerado o deserto mais bonito do mundo. Embora
a beleza seja subjetiva, ele está sempre no ranking dos desertos mais bonitos
do mundo e entre os que devem ser visitados pelo menos uma vez na vida.


É considerado um país de acolhimento, uma vez que cerca de 8 milhões de habitantes,
são refugiados vindos de outros países em conflito, especialmente palestinos e
sírios. Apesar disso, a Jordânia é um lugar de relativa calma no meio de uma
região turbulenta.
Na guerra civil síria, a Jordânia acolheu numerosos refugiados sírios.

Jerash é conhecida como a Pompéia do Oriente, porque é das cidades romanas mais bem preservadas do mundo. Ela chegou aos nossos dias em boas condições porque a cidade antiga foi abandonada e soterrada pela areia do deserto até cair no esquecimento. Ao contrário do que aconteceu em Roma e Atenas que continuaram a crescer e a transformar-se.